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"CERVEJA MARCA BARBANTE"
Carlos Alberto Tavares Coutinho
"Cerveja Marca Barbante" foi a denominação genérica dada às primeiras cervejas brasileiras que, com sua fabricação rudimentar, tinham um grau tão alto de fermentação que, mesmo depois de engarrafadas, produziam uma enorme quantidade de gás carbônico, criando grande pressão. A rolha era, então, amarrada com barbante para impedir que saltasse da garrafa. Refrescante e de baixo teor alcoólico, a cerveja foi aos poucos conquistando popularidade em nosso país tropical. CRONOLOGIA DA CERVEJA BRASILEIRA 1808
- A cerveja chega ao Brasil, trazida da Europa pela família Real Portuguesa. Durante a primeira metade do século XIX, a cerveja ainda era restrita a uma pequena parcela da população quando só havia marcas importadas. 1836
- 27 de outubro - a primeira notícia sobre a fabricação de cerveja no Brasil é de um anúncio publicado no Jornal do Commercio, Rio de Janeiro. 1846
- Georg Heinrich Ritter, natural de Kempfeld, de Profissão tanoeiro, sua meta instalar uma cervejaria. Logo sua pequena linha de produção torna-se realidade em Linha Nova, hoje região de Nova Petrópolis - RS. E com 22 anos, Introduz a marca Ritter como uma das precursoras do ramo cervejeiro. 1848
Publicado no Almanak Laemmert de 1849: 1849
Publicado no Almanak Laemmert de 1850: 1852
- O suiço Albrecht Schmalz decide se radicar com sua família às margens do ribeirão Mathias, na "Deutsche Pikade" (também conhecida como "Mathias Strasse", posteriormente rua Saturnino Mendonça e atual rua Visconde de taunay), instalar seu maquinário e dar início a primeira cervejaria que se tem notícia em Joinville - SC. 1853
- É estabelecida a fábrica de cerveja de Jean-Jacques Oswald, pai do compositor Henrique Oswald, em São Paulo - SP, estabelecimento que teve curta duração.
Publicado no Almanak Laemmert de 1854: 1854
Publicado no Almanak Laemmert de 1855: 1855
- A Imperial Fábrica de Cerveja Nacional de Henrique Leiden & Cia. neste ano conta com 10 operários livres, nenhum escravo, sendo 8 homens e 2 mulheres.
Publicado no Almanak Laemmert de 1856: 1856
Publicado no Almanak Laemmert de 1857: 1858
- A Imperial Fábrica de Cerveja de Alexandre Maria VillasBoas & Cia. neste ano emprega 18 operários livres, nenhum escravo, todos do sexo masculino.
Publicado no Almanak Laemmert de 1859: 1859
12 de novembro - CONVITE: Concêrto instrumental, na fábrica de cerveja, rua dos Artistas nº 8, dado pela banda de música que aqui chegou do Rio de Janeiro, sábado 12 do corrente, às 7 horas da noite. Entrada 1$000. (a) Henrique Kremer (O Mercantil de 12.11.1859).
Publicado no Almanak Laemmert de 1860: 1860
- O colono Herr Kunz instala a primeira cervejaria da Província de Minas, na Colônia São Pedro (atual Juiz de Fora), utilizando como matéria-prima milho ao invés de cevada. 1861
Publicado no Almanak Laemmert de 1862: 1864
- Heinrich Ritter começa a fabricar a primeira cerveja do Rio Grande do Sul, no porão de sua casa.
Publicado no Almanak Laemmert de 1865: 1865
- Com o falecimento de Henrique Kremer, foi constituida por seus herdeiros a firma Augusto Kremer & Cia. 1866
- É construida por Nicolau Neiss, em São Vendelino - RS, uma cervejaria. Na época, por falta de geladeiras, a cerveja era fabricada em casas frescas e ventiladas, que eram meio-enterradas no chão.
Publicado no Almanak Laemmert de 1867: 1867
- Surge a segunda cervejaria de Juiz de Fora - MG, a Cervejaria Kremer & Cia., no Morro da Gratidão (atual Av. dos Andradas), construida em terreno comprado da Cia. União e Indústria, desmembrado da Colônia D. Pedro II (corespondente a terrenos do atual bairro Jardim Glória) montada pela sua congênere Augusto Kremer & Cia. de Petrópolis - RJ. (veja a propaganda de 1881).
Publicado no Almanak Laemmert de 1868: 1868
- Louis Bücher, cervejeiro, natural de Wiesbaden, Alemanha, abre uma cervejaria na qual utiliza arroz, milho e outros cereais em vez de cevada, em São Paulo - SP.
Publicado no Almanak Laemmert de 1869: 1869
Publicado no Almanak Laemmert de 1870: 1870
- Carlos e Frederico Ritter estabelecem-se em Pelotas - RS e fundam a Cervejaria Carlos Ritter & Irmão, estabelecida na rua Tiradentes. 1871
Publicado no Almanak Laemmert de 1872: 1872
Publicado no Almanak Laemmert de 1873: 1873
Publicado no Almanak Laemmert de 1874: 1874
Publicado no Almanak Laemmert de 1875: 1875
Publicado no Almanak Laemmert de 1876: 1876
- 31 de agosto - Na Cervejaria Augusto Kremer & Cia., separam-se, comercialmente, os sócios e cunhados, ficando Frederico Guilherme Lindscheid com a fábrica de Petrópolis - RJ, que passa a se chamar Imperial Fábrica de Cerveja Nacional (veja propaganda de 1885) e Augusto Kremer com a fábrica de Juiz de Fora - MG, que passa a se chamar Imperial Fábrica de Cerveja e Águas mineraes de Augusto Kremer e Cia. (veja, também de 1885). 1877
- Em São Paulo, o pequeno bar "À Cidade de Berna" passou a fazer pesada concorrência à "Gengibirra" e à "Caramuru", servindo em seu carramanchão florido a Cerveja Bávara (e não Bavária), então produzida por Stupakoff & Cia.
Publicado no Almanak Laemmert de 1878: 1878
- Em Juiz de Fora - MG, morre Augusto Kremer, ficando a firma sob a direção da viúva de Kremer, que mudou o nome da Imperial Fábrica de Cerveja e Águas mineraes para Cervejaria Germânia. 1879
15 de setembro - É Inaugurada a Fábrica de Cerveja e Águas Minerais Weiss, na antiga chácara do barão de Pitangui localizada na Vilagem, Juiz de Fora - MG, por José Weiss após desligar-se da firma Imperial Fábrica de Cerveja Nacional de Augusto Kremer.
Publicado no Almanak Laemmert de 1880: 1880
- É criada a fábrica de cerveja Borboleta, de propriedade dos irmãos Scoralick, em Juiz de Fora - MG.
Publicado no Almanak Laemmert de 1881: 1881 - É criada a fábrica de cerveja Poço Rico, em Juiz de Fora - MG. 1882 - Louis Bücher se associa a Joaquim Salles, proprietário de um abatedouro de suínos de nome "Antarctica" que possuia uma máquina de fazer gelo, localizado no atual bairro da Água Branca, São Paulo - SP.
Publicado no Almanak Laemmert de 1883: 1883
Publicado no Almanak Laemmert de 1884: 1884
Publicado no Almanak Laemmert de 1885: 1885
Publicado no Almanak Laemmert de 1886: 1886
Publicado no Almanak Laemmert de 1887: 1886
- É criada a fábrica de cerveja Winter, em Juiz de Fora - MG. 1888
- Um imigrante suíço, Joseph Villiger, acostumado ao sabor das cervejas européias e inconformado com a má qualidade das cervejas fabricadas no Brasil, resolveu abrir seu próprio negócio começando a fazer cerveja em casa.
Publicado no Almanak Laemmert de 1889: 1889
- 13 de março - é publicado o primeiro anúncio de uma "marca" de cerveja brasileira: "Cerveja Antarctica encontra-se à venda na Rua Boa Vista, 50 A", no jornal "A província de São Paulo" (atualmente o "Estado de São Paulo"). 1890
- A Antarctica aumenta seu quadro de funcionário para 200 e sua capacidade de
produção é de 40 mil hectolitros/ano. 1891
- 12 de fevereiro - a Antarctica Paulista - Fábrica de Gelo e Cervejaria se transforma em sociedade anônima, com 61 acionistas, passando a se chamar Companhia Antarctica Paulista S/A. Dois desses acionistas: João Carlos Antonio Zerrener e Adam Ditrik Von Bullow eram sócios numa empresa de importação, em Santos, que facilitaria a compra de máquinas e de matéria prima para a cervejaria e que colocaram a disposição da nova sociedade 860 contos de réis de seu próprio capital. 1892
- 20 de outubro - Inauguração e abertura da Cervejaria Bavária de Henrique Stupakoff & Cia. 1893
9 de abril - Pelo decreto nº 122, o presidente da Republica concede autorização a Domingos de Souza Carneiro para organizar uma sociedade anônima sob a denominação de Companhia Manufatora de Cerveja, Gelo e Aguas Minerais, em Petropolis - RJ. 1894
- A Cervejaria Grossel abre uma filial, na Rua do Chafariz (atual Av. Vicente Machado), em Ponta Grossa - PR, logo Henrique Thielen passa a dirigir a fábrica, tornando-se sócio e posteriormente proprietário, alterando o nome para Fábrica de Cerveja Henrique Thielen. 1895
- Instala-se em Mendes - RJ a fábrica de cerveja Teutonia de propriedade da Preiss Haussler e Cia. 1896
- março - a Imperial Fábrica de Cerveja Nacional, com a morte de Lindscheid, passa a pertencer a sua filha Carolina Lindscheid Kremer, casada com Henrique Kremer (neto do fundador). 1897
- 16 de setembro - a Brahma registra a cerveja Crystal. 1898
- 26 de abril - a Preiss Haussler & Cia faz uma permuta com a Irmandade de Santa Cruz para acomodar o seu estabelecimento fabril. ![]()
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Com a colaboração de:
Carlos Alberto Silva e Quintella (cessão das imagens de rótulos)
Márcio Maso Panzani
No Brasil a cerveja demorou a chegar, pois os portugueses temiam perder o filão da venda de seus vinhos. A cerveja chegou ao Brasil em 1808 trazida pela família real portuguesa de mudança para o então Brasil colônia. Consta que o rei, apreciador inveterado de cerveja, não podia ficar sem consumir a bebida. Com a abertura dos portos às nações amigas de Portugal, a Inglaterra foi a primeira a introduzir a cerveja na antiga colônia.
A bebida consumida pela população era a “Gengibirra” feita de farinha de milho, gengibre, casca de limão e água, essa infusão descansava alguns dias , sendo então vendida em garrafas ou canecas ao preço de 80 réis ou a “Caramuru” feita de milho, gengibre, açúcar mascavo e água , esta mistura fermentava por uma semana e custava 40 réis o copo.
Até o final da década de 1830, a cachaça era a bebida alcoólica mais popular do País. Além dela, eram importados licores da França e vinhos de Portugal, especialmente para atender à nobreza. Nesse período a cerveja já era produzida, mas num processo caseiro realizado por famílias de imigrantes para o seu consumo.
Até o 2º Reinado (1840-1889) os anúncios comerciais nos jornais referiam-se, exclusivamente, à venda de cerveja, nunca à produção. Foi só a partir da década seguinte que as famílias de imigrantes começaram a usar escravos e também a empregar trabalhadores livres para produzir a bebida e vendê-la ao comércio local. "nesse momento, o Rio já tem uma população de padrão médio formada por militares, oficiais de indústrias, proprietários de pequenas manufaturas, profissionais liberais e funcionários públicos. A cidade já era comparável a outras da Europa Central, e já possuía um mercado consumidor relevante. A venda era feita no balcão e na própria cervejaria (veja a propaganda), que atendia a particulares. Convites eram espalhados pelos proprietários em bares próximos e festas eram realizadas dentro das cervejarias. As entregas eram feitas por carroças ao comércio dos bairros próximos."
Quanto à(s) primeira(s) fábrica(s), o estudo dessa época é dificílimo, pois as fábricas não produziam cerveja com marca alguma e geralmente vendiam, em barris, para os depósitos (comércio que nem sempre era só de cerveja), onde era vendida de várias formas, às vezes engarrafadas e com rótulos próprios, veja esta propaganda/comunicado.
Entre mitos, lendas e a história propriamente dita, conseguimos pesquisar a ocorrência de menções à cerveja ao longo da história brasileira que são apresentados a seguir:
Nossa história começa com a chegada de Maurício de Nassau ao Recife em 1637. Ele veio rodeado de sábios, artistas, cientistas, astrônomos etc., principalmente médicos e artistas.
Foi um período de prosperidade para a cidade do Recife que desenvolveu-se rapidamente tornando-se o principal porto da Companhia das Índias Ocidentais no Brasil, tendo também a primeira ponte, o primeiro observatório astronômico e a primeira fabrica de cerveja das Américas (Nassau trouxe uma fábrica de cerveja desmontada para o Brasil).
Quanto à cerveja isto é bem pouco provável, já que numa carta descoberta por José Antonio Gonsalves de Mello, 82 anos, maior especialista sobre o Brasil holandês e autor do clássico livro Tempo dos Flamengos, um militar suplica: “Depositamos todas as esperanças em prontas remessas de tantos víveres quanto VV.SSas possam imaginar; queiram enviar-nos um forte vinho francês tanto branco quanto tinto, alguma cerveja e especialmente favas turcas (milho), cevada, passas de Corinto e sobretudo grande quantidade de farinha de trigo.”
Da tese Condutividade elétrica de vidros de boratos, silicatos e sílico-sulfatos de íons alcalinos, de Marcio Luis Ferreira Nascimento, na parte Breve História do Vidro, retiramos o seguinte:
...”A ativa indústria européia não hesitou em vender seus vidros ao Brasil, logo após a abertura dos portos às nações amigas, chegou um carregamento de caixas de cerveja de origem alemã, importadas da Inglaterra. Portugueses e brasileiros de recursos consumiram à vontade e inaugurou-se, assim, o hábito de beber cervejas contidas em garrafas de vidro. Passou-se algum tempo até que os brasileiros conhecessem a primeira cervejaria, fundada em 1834 no Rio de Janeiro. O sucesso desta cervejaria despertou o interesse na produção local de cerveja”...
Segundo o livro de Gilberto Freyre “Nós e a Europa Germânica: em torno de alguns aspectos das relações do Brasil com a cultura germânica no decorrer do século XIX”, editora Grifo, 1971, no prefácio:
“A 22 de dezembro de 1869 noticiava o Diário de Pernambuco que Henri Joseph Leiden (Henrique Leiden, era normal os estrangeiros aportuguesarem seus nomes), proprietário da grande fábrica de cerveja da Rua do Sebo; acabava de ser agraciado por S. M., o Imperador, com o hábito da Rosa, por decreto de 10 do corrente, em atenção a ter sido êle o fundador da primeira fábrica de cerveja no Brasil no ano de 1842 e ao grande desenvolvimento que deu a essa indústria tanto na Côrte como em Pernambuco.”
A primeira estatística da Imperial Colônia de Petrópolis, bem elaborada e com preciosos dados, refere-se ao ano de 1846, estando subscrita pelo escrivão Frederico Damack. Interessa-nos agora em particular a vida profissional dos colonos que se acha muito bem determinada, inclusive com os locais de residência, em quarteirões. A laboriosa população germânica engloba, além de 6 mestres de escola, 297 artífices, também denominados oficiais de ofício. As profissões desdobram-se em 38 categorias: 54 carpinteiros, 44 marceneiros, 29 pedreiros, 28 ferreiros, 28 sapateiros, 20 alfaiates, 14 cobridores de casas (6 em taboinhas, 6 em telhas e 2 em zinco), 6 tecelões, 5 serralheiros, 5 carniceiros, 4 carvoeiros, 4 jardineiros, 4 cavouqueiros, 4 calceteiros e mais funileiros, torneiros, tanoeiros, fundidores, vidraceiros, fabricantes de cartas, idem de carroças, idem de pianos, oleiros, padeiros, ourives, moleiros, corrieiros, encadernadores, envernizadores, e até 1 fabricante de cerveja e uma parteira. (Centenário da Imperial Colônia de Petrópolis, de Guilherme Auler. Tribuna de Petrópolis de 1 de janeiro de 1961).
Do relatorio do Ministro do Imperio, lido na abertura da Assembléa Geral Legislativa em 1847, destaca-se o seguinte trecho relativo á acção da Provincia na Colonia de Petropolis:"...Existem já na colonia dous engenhos de serrar; huma fabrica de cerveja..."
Do relatorio do conselheiro Luiz Antonio Barboza, presidente da Provincia referente ao anno de 1853:
"... Continuão a trabalhar 3 fabricas de cerveja em grande escala, e..."
A primeira menção oficial quanto ao fabrico é do Almanak Laemmert 1849 (referente ao ano de 1848, era publicado no início do ano com referência ao ano anterior) onde aparece a fábrica fundada por Voegelin & Bager, no Jardim Botânico, na cidade do Rio de Janeiro. O estabelecimento teve vida curta, pois não há mais nenhum registro dessa fábrica nos anos seguintes. No almanak do ano seguinte, 1850 (referente a 1849), aparece pela primeira vez o registro da fábrica de João Bayer, situada na Lagoa de Freitas (Rodrigo de Freitas?).
Da palestra de Claudionor de Souza Adão (Viação, Industria e Comércio - Geopolítica dos Municípios nº 12 de setº 1958), tiramos o seguinte:
"...Henrique Krammer, com as suas taboinhas, fazia concorrência ás telhas, tendo Carlos Lange a disputar a mesma clientela, com as suas coberturas de zinco. Krammer, ainda, se encarregava de coberturas de vidro e fabricava cerveja..."
"...Os colonos, depois de um dia estafante, necessitavam distrair o espírito e, assim, em 58, iam jogar bilhar na casa de João Descheper, na Praça das Diligências. Alí tomavam a sua cerveja, que era fabricada inicialmente por Carlos Rey & Cia., na Vila Teresa, e depois, também por Augusto Chedel (Luiz Augusto Chedel) e Henrique Leiden. Timóteo Duriez e Pedro Gerhardt também fabricavam cerveja. Aliás, nêste assunto de cerveja, é curioso assinalar que em 1853, as duas fábricas de Carlos Rey e Chedal produziam 6 mil garrafas por mês e a metade da produção era consumida aqui mesmo pelos 6 mil habitantes, para não desmentir a fama da boa sêde alemã ... O negócio era bom e, em 1858 já existiam 6 fábricas de cerveja barbante (de alta fermentação). A Companhia Bohemia, a princípio de Lindscheid, fundou-se em 1898..."
Ao utilizar como base para este trabalho, o Almanak Laemmert editado no período de 1844 a 1899, e reconhecido como o registro oficial das indústrias da época, suscita muitas dúvidas sobre a história da cerveja publicada no site da Ambev.
O que se pretende, neste trabalho, é traçar, através de uma cronologia, a história da cerveja no Brasil. Como logo será percebido é um texto sem fim, fruto de um garimpo exaustivo de uma história nem sempre escrita e que normalmente se confunde, com o passar do tempo, pela absorção de umas cervejarias pelas outras, trocas de razão social, etc.
Para se escrever essa história é necessário ter muita paciência, pois a cada momento se descobrem novos fatos que serão acrescentados aos já existentes e como a cada dia se cria, se compra, se vende, se transforma, se fecha uma cervejaria, elas existirão enquanto existir alguém disposto a fabricar e alguém disposto a beber.
As primeiras marcas nacionais foram a Logos, Guarda Velha, Gabel, Vesosso, Stampa, Olinda e Leal da Rosa.
"Na rua Matacavalos, número 90, e rua Direita número 86, da Cervejaria Brazileira, vende-se cerveja, bebida acolhida favoravelmente e muito procurada. Essa saudável bebida reúne a barateza a um sabor agradável e à propriedade de conservar-se por muito tempo."
- Vogelin & Bager fundam uma cervejaria no bairro do Jardim Botânico no Rio de Janeiro – RJ, veja a página.
- É fundada a Imperial Fábrica de Cerveja Nacional de Henrique Leiden & Cia. na Rua De Matacavallos, 78, atual Rua do Riachuelo, no Rio de Janeiro – RJ, (este registro aparece pela primeira vez no Almanak Laemmert de 1851, a partir de 1857 passa a aparecer com a frase “fundada em 1848)” clique para ver.
- João Bayer funda uma cervejaria na Lagoa de Freitas, no Rio de Janeiro – RJ. veja a página.
- Aparece pela primeira vez a fábrica de Carlos Rey & Cia., na Villa Thereza, como o primeiro a inaugurar, em Petrópolis - RJ, um estabelecimento para o fabrico de cerveja em escala industrial. veja a página.
- Aparece pela primeira vez a fábrica de Luiz Augusto Chedel, situada na Villa Theresa 143, em Petrópolis - RJ.
- Aparece pela primeira vez a Imperial Fábrica de Cerveja Nacional de Henrique Leiden (já existente no município da Côrte), situada na Rua dos Artistas 6 e 8 (depois rua 7 de abril e atualmente rua Alfredo Pachá) em Petrópolis - RJ. A propaganda de sua cervejaria, em 1857, (veja) diz ser ele o introdutor deste ramo de indústria no Brasil.
- Aparece pela primeira vez a Imperial Fábrica de Cerveja Nacional de Alexandre Maria VillasBoas & Cia., situada na Rua De Matacavallos, 27 (atual Rua do Riachuelo) no Rio de Janeiro – RJ (veja a página).
- Aparece um depósito na Rua dos Latoeiros, 60 (atual Rua Gonçalves Dias) no Rio de Janeiro - RJ, que comercializa a Cerveja Nacional da Fábrica da Garganta de Petrópolis. (veja a página).
- Aparece pela primeira vez a fábrica pertencente a Jacob Nauerth, na Rua Nova do Conde 108 (atual Rua Visconde do Rio Branco) Rio de janeiro - RJ
- A Imperial Fábrica de Cerveja Nacional de Henrique Leiden, em Petrópolis, passa a ter como responsável Henrique Kremer, passando a se chamar Imperial Fábrica de Cerveja Nacional de Henrique Kremer.
- A Imperial Fábrica de Cerveja de Alexandre Maria VillasBoas & Cia., passa a ter como responsável João Gonçalves Pereira Lima.
- A Imperial Fábrica de Cerveja de João Gonçalves Pereira Lima passa a ter como responsável Antonio José Pereira Bastos.
- A fábrica de cerveja de Carlos Rey, em Petrópolis, passa a ter como responsável José Bernasconi.
- A Imperial Fábrica de Cerveja de Henrique Leiden, em Petrópolis, passa a ter como responsável Henrique Kremer.
- Aparece pela primeira vez a fábrica de Thimóteo Durier, situada na Rua do Imperador, Petrópolis - RJ.
- Aparece pela primeira vez a fábrica de Joaquim Chidal (seria Augusto Chedel?), situada na Rua de Dona Januária (atual Rua Marechal Deodoro) Petrópolis - RJ.
- Aparece pela primeira vez a fábrica de Pedro Gherard (Gerhardt), situada no Palatinado, Petrópolis - RJ.
- A fábrica de Jacob Nauerth, na Rua Nova do Conde (atual Rua Visconde do Rio Branco) Rio de janeiro – RJ, passa a ter como responsável Carlos Berenson.
- Aparece pela primeira vez a Fábrica de Cerveja Nossa Senhora da Glória de Joaquim Antonio Teixeira, situada na Rua Da Pedreira da Glória 21 (atual Pedro Américo) no Rio de Janeiro – RJ (veja a página).
- Aparece pela primeira vez a Fábrica de Cerveja Guarda Velha de Bartholomeu Correa da Silva, situada na Rua Da Guarda Velha junto ao Circo Olímpico (atual Rua Treze de Maio) no Rio de Janeiro – RJ.
- Aparece pela primeira vez a Fábrica de Cerveja Nacional, de Fernandes & Brito, situada na Rua da Saude 139, no Rio de Janeiro – RJ.
- Aparece pela primeira vez uma fábrica na Rua Matacavallos 19 A (atual Rua do Riachuelo) no Rio de Janeiro – RJ.
- A Imperial Fábrica de Cerveja Nacional de Henrique Leiden & Cia. passa a ter como responsável Leon Leiden & Cia.
- Aparece pela primeira vez a Fábrica de Cerveja Logos e Cia., fabricante da cerveja Independência Brasileira, situada na Rua Do Riachuelo 84 (antiga Rua de Matacavallos), no Rio de Janeiro – RJ. (veja a página).
- Aparece pela primeira vez a Fábrica de Cerveja Commercio, de Justino de Faria Peixoto, situada na Rua De São Pedro 322 A (esta rua desapareceu com a abertura da Av. Pres. Vargas) esquina da Rua do Núncio (atual Rua República do Líbano), no Rio de Janeiro – RJ. (veja a página).
- Aparece pela primeira vez a fábrica de Cerveja Luzo-Brasileira, de Carvalho & Tavares, situada no Campo da Aclamação 47/49 (atual Campo de Santana) no Rio de Janeiro – RJ.
- Aparece pela primeira vez a fábrica de T. A. Chaves e Cia. situada na Rua Do Marquez d’Abrantes, 24, no Rio de Janeiro – RJ.
- Aparece pela primeira vez a fábrica de F. Eppelsheimer, situada na Rua Aureliana, Petrópolis, Rio de Janeiro – RJ.
- A fábrica de Joaquim Chidal muda para a Rua dos Protestantes (posteriormente Rua Dona Isabel, atual treze de maio), Petrópolis, Rio de Janeiro – RJ.
- A fábrica de T. A. Chaves e Cia. na Rua Do Marquez d’Abrantes, Rio de janeiro – RJ, passa a ter como responsável Antonio Rigoard.
- Aparece pela primeira vez a fábrica de Cerveja Lusitana, de Costa Bastos e Carvalho, situada na Rua da Conceição 14, no Rio de Janeiro – RJ.
- Aparece pela primeira vez a fábrica de Cerveja Aurora, de Silva Guimarães & Cia, situada na Rua Estreita de São Joaquim 23 (atual Rua Marechal Floriano) no Rio de Janeiro – RJ.
- A Imperial Fábrica de Cerveja Nacional de Leon Leiden & Cia. muda-se para a Rua do Riachuelo 76/78 e passa a ser uma fábrica a vapor.
- A fábrica de cerveja de Luiz Augusto Chedel, na Villa Theresa, passa a ter como responsável João Becker.
- A Fábrica de Cerveja Aurora, de Silva Guimarães & Cia, situada na Rua Estreita de São Joaquim 21/23 (atual Rua Marechal Floriano) passa a pertencer a Oliveira & Silva.
- Aparece a Fábrica de Cerveja Allemã de Carlos Bernsau
- A Fábrica de Cerveja Commercio, de Justino de Faria Peixoto, situada na Rua De São Pedro 322, passa a ter como responsável Pinto, Machado & Cia.
- A Fábrica de Cerveja luzo-Brasileira, de Carvalho & Tavares, situada no Campo da Aclamação 47/49 (atual Campo de Santana) passa a ter como responsável José Diniz Tavares Linde.
- A Fábrica de Cerveja Lusitana, de Costa Bastos & Carvalho, situada na Rua Da Conceição 14, passa a ter como responsável Duarte José Dias de Carvalho.
- A Fábrica de Cerveja Aurora, situada na Rua Estreita de São Joaquim 21, de Oliveira & Silva passa a ter como responsável Oliveira & Barboza e ainda neste ano passa a ter como responsável somente Custódio José de Oliveira Barboza que a muda para a Rua Theophilo Ottoni 168, no Rio de Janeiro – RJ.
- A Imperial Fábrica de Cerveja Nacional de Leon Leiden & Cia. passa a ter como responsável a viúva Leiden.
- A Fábrica de Cerveja Guarda Velha, de Bartholomeu Correa da Silva, situada na Rua da Guarda Velha junto ao Circo Olímpico, passa a ter como responsável Joaquim José Rodrigues Machado.
- A Fábrica de Cerveja Aurora, Custódio José de Oliveira Barboza, situada na Rua Theophilo Ottoni 168, passa a ter como responsável Custódio José de Oliveira Barboza & Cia.
- A Fábrica de Cerveja Lusitana, de Duarte José Dias de Carvalho, situada na Rua Da Conceição 14, passa a ter como responsável Paiva & Montebello.
- A Fábrica de Cerveja Nacional de Fernandes & Brito passa a ter como responsável Antonio José Fernandes e ter como novo endereço Rua da Saude 109, Rio de Janeiro - RJ.
- A Fábrica de Cerveja Aurora de Custódio José de Oliveira & Cia. situada na Rua Theophilo Ottoni, passa a ter como responsável Cruz Machado & Pereira.
- Aparece pela primeira vez a Fábrica de Cerveja de José luiz Miguel Fortes, situada na Rua Da Princeza 50, em Nichteroy (Niteroi) – RJ.
- Aparece pela primeira vez a Fábrica de Cerveja Minerva de João Pereira de Santa Maria, situada na Rua Do Sacramento 12 (atual Av. Passos), Rio de Janeiro - RJ.
- A Fábrica de Cerveja Luzo-Brasileira, de João Henrique Alfredo Sampaio, situada na Campo da Aclamação 47/49 (atual Campo de Santana) passa a ter como responsável Ovidio, Correa & Cia. (Ovidio Saraiva de Carvalho e Antonio José Correa).
- A Cervejaria Carlos Ritter & Irmão é transferida para a rua Marechal Floriano no encontro com a Marquês de Caxias (atual Santos Dumont), em Pelotas - RS.
- Aparece pela primeira vez a Fábrica de Cerveja Guarany de João Ignácio Ferreira, situada na Rua Barão de São Félix 130, Rio de Janeiro - RJ.
- Aparece pela primeira vez a Fábrica de Cerveja de C. Schuman & Cia. (veja a página), situada na Rua Do Passeio 15, Rio de Janeiro - RJ.
- A Fábrica de Cerveja Nacional de Antonio José Fernandes, situada na Rua da Saude 109, passa a ter como responsável Fernandes & Gomes (Antonio José Fernandes e Bento José Leonardo Gomes).
- A Fábrica de Cerveja Commercio de Pinto Machado & Cia, situada a Rua de São Pedro 322, passa a ter como responsável Manoel Joaquim Pinto Machado.
- Depois de dois anos sem aparecer registro, aparece no endereço da Rua Theophilo Ottoni 168 (Fábrica de Cerveja Aurora, de Cruz Machado & Pereira), a Fábrica de Cerveja Central de Carvalho & Pereira (Manoel Joaquim Gomes de Carvalho e Guilherme Porphirio Lopes Pereira).
- Aparece pela primeira vez a fábrica de cerveja de George Gruner e Otto Emil Muller, situada na Rua da Praia, Sete Pontes, Niteroi - RJ.
- A Fábrica de Cerveja Minerva de João Pereira de Santa Maria, situada na Rua do Sacramento (atual Av. Passos) passa a ter como responsável Santa Maria & Povoas.
- A Fábrica de Cerveja Central, de Carvalho & Pereira (Manoel Joaquim Gomes de Carvalho e Guilherme Porphirio Lopes Pereira) situada na Rua Theophilo Ottoni, passa a ter como responsável Pereira & Silva (Guilherme Porphirio Lopes Pereira e Joaquim João da Silva).
- A Fábrica de Cerveja Commercio, de Manoel Joaquim Pinto Carvalho, situada na Rua de São Pedro 320/322, passa a ter como responsável Manoel Joaquim gomes de Carvalho (Manoel Joaquim gomes de Carvalho, Francisco Pinto Mascarenhas e Domingos Maria Lopes Braga).
- A Fábrica de Cerveja Luzo-Brasileira, de Ovidio, Correa & Cia, situada na Campo da Aclamação 47/49 (atual Campo de Santana) passa a ter como responsável Oliveira & Cia. (Domingos Fernandes de Oliveira e Antonio José Correa).
- Aparece pela primeira vez a Fábrica de Cerveja Nova Princeza, de Pereira Júnior & Cia, situada na Rua do Senado 152, Rio de Janeiro - RJ.
- Aparece pela primeira vez a Fábrica de Cerveja Leal da Rosa, situada na Rua dos Arcos 10, Rio de Janeiro - RJ, de Leal da Rosa & Figueiredo (Antonio Leal da Rosa e João Maria de Figueiredo).
- Aparece pela primeira vez a Fábrica de Cerveja Princeza Imperial, situada na Rua Visconde de Itauna 13, Rio de Janeiro - RJ, de Alves, Bastos & Peixoto (Paulo de Souza Alves, Antonio Soares da Gama Bastos e Antonio Peixoto Cavalcante D'Orem) veja a propaganda.
- A Fábrica de Cerveja Luzo-Brasileira, de Oliveira & Cia., situada na Campo da Aclamação 47/49 (atual Campo de Santana) passa a ter como responsável Silveira & cia. (Antonio Machado da Silveira e Thomaz Basilio Martins).
- A Fábrica de Cerveja Leal da Rosa, situada na Rua dos Arcos 10, de Leal da Rosa & Figueiredo passa a ter como responsável somente Antonio Leal da Rosa.
- A Fábrica de Cerveja Princeza Imperial, situada na Rua Visconde de Itauna, de Alves, Bastos & Peixoto passa a ter como responsável Peixoto, Guimarães & Cia. (Antonio Peixoto Cavalcante D'Orem, José Teixeira da Costa Guimarães, Manoel Antonio Pereira e Manoel Gomes Correa).
- A Fábrica de Cerveja Guarda Velha, de Joaquim José Rodrigues Machado, situada na Rua da Guarda Velha junto ao Teatro PedroII (antigo Circo Olímpico) passa a ter como responsável Emilio Gabel.
- A Fábrica de Cerveja Leal da Rosa, situada na Rua dos Arcos 10, de Antonio Leal da Rosa passa a ter como responsável Leal da Rosa & Gonçalves (Antonio Leal da Rosa e Joaquim Gonçalves).
- A Fábrica de Cerveja Guarda Velha, de Emilio Gabel, situada na Rua da Guarda Velha junto ao Teatro PedroII (antigo Circo Olímpico) passa a ter como responsável viúva Gabel (veja a propaganda).
- A cerveja Luzo-Brasileira passa a se chamar Cerveja Attrahente Especial.
- 6 de setembro - é registrada a "Manufactura de Cerveja Brahma Villiger & Companhia", fundada por Villiger, o brasileiro Paul Fritz e Ludwig Mack, lançando comercialmente a Cerveja Brahma . A manufatura foi inaugurada com uma produção diária de 12.000 litros de cerveja e 32 funcionários.
- A sociedade de Joaquim salles e Louis Bücher cria a "Antarctica Paulista - Fábrica de Gelo e Cervejaria" (primeira fábrica do bairro da Água Branca em São Paulo - SP, fundada em 1885 e dedicada à fabricação de gelo e produtos alimentícios).
- A fábrica de cerveja de Leon Leiden passa a ter como responsável J. F. Stampa (fábrica de cerveja Derby).
- Morre Georg Heinrich Ritter, dois de seus onze filhos, já prosseguiam a dinastia da cervejaria dos Ritter. O primogênito Henrique e carlos. Henrique estava instalado provisoriamente no bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre - RS. Seu irmão Carlos, já havia se desligado e começado a produzir cerveja em Pelotas - RS.
- 11 de maio - o Presidente Marechal Deodoro da Fonseca, assina o decreto oficializando a Sociedade Anônima da Antarctica.
- 5 de dezembro - a Bavária registra a cerveja Babylonia - Braun.
- É instalada, pelo alemão Friedrich Wilhelm Metzenthin, uma fábrica de cerveja na rua Augusto Ribas em Ponta Grossa - PR.
- É inaugurada a Fábrica de Cerveja Augusto Mojola (águia bicéfala)- cerveja Borboleta, em Jundiaí - SP.
- É fundada por colonos italianos a Cervejaria Mora, em Petrópolis - RJ, com método de fabricação totalmente
artesanal, com processos bastante antiquados como a fermentação ambiente.
- Funda-se a Fabrica de Cerveja Commercio (Mora?) com a seguinte directoria: Pres. Alberto Móra, secret. José H. T. Land, thes. Antonio Joaquim Luiz Canedo - Conselho fiscal - dr. José T. da Porciuncula, dr. João Vieira Barcellos e Antonio Pereira Campos. Supplentes, José de Oliveira Motta Azevedo, João C. Ferdinando Finkenauer e Felippe Bretz, cujo capital seria 200:000$ financiados pelo Banco do Brasil.
- A Antartica está à beira da falência e a empresa Zerrener, Bülow & Cia., principal credora, assume o controle acionário da Companhia Antarctica Paulista, tendo como sócios majoritários os Srs. Antonio Zerrener e Adam Ditrik von Bülow, fundadores da Companhia Antarctica Paulista.
- 1 de janeiro - É inaugurada a Cervejaria Dois Leões, na rua Botanagua nº 127 em Juiz de Fora - MG, de propriedade de Carlos Stiebler.
- É criada uma fábrica de cerveja no Arraial do Curral del Rey (atual Belo Horizonte) por Fornaciari - natural de Toscana, fabricando também bebidas gasosas, como soda e guaraná.
- A Manufactura de Cerveja Brahma Villiger e Companhia é vendida a Georg Maschke, que a amplia e moderniza. No mesmo local onde havia nascido a Brahma, estabeleceu-se a nova empresa, com o nome de Georg Maschke & Cia. - Cervejaria Brahma.
- 6 de dezembro - a Brahma registra a cerveja Bier.
- 6 de dezembro - a Brahma registra a cerveja Pilsener (veja outro rótulo).
- agosto - é criada a Cervejaria Bohemia que fica com todos os bens da antecessora, a Imperial Fábrica de Cerveja Nacional e com os mesmos diretores: Henrique Kremer e Guilherme Bradac.
- É fundada por Henrich Feldmann Senior a Cervejaria Feldmann, em Blumenau - SC, onde produz as cervejas Victória e Bock.